Paraná, Argentina e Uruguai. Um roteiro, três motivos.
Lá vamos nós, José e eu, para mais uma viagem na BV. Desta vez, para o maior tempo e distância até o momento já percorridos, e nossa primeira experiência fora do BR. Saímos de Imbituba SC, onde residimos, dia 14 de março e seguimos até Guarapuava onde fizemos nosso primeiro pernoite, no restaurante Itatiaia II, com luz cedida por seus gentis proprietários.
Pela manhã, seguimos em direção ao nosso primeiro destino: o Encontro Nacional de Motor Home na cidade de Santa Helena-PR, que ocorreu de 14 a 27 de março de 2016, promovido pelo grupo Estradeiros.
É nossa estreia neste tipo de evento, muito comum e apreciado por grande parcela dos motorhomeros e campistas. Existem vários encontros durante o ano, em diferentes lugares, mas o de Santa Helena está entre os maiores. Neste reuniram-se 308 equipamentos e, para os campistas, é uma oportunidade de conviver, confraternizar, fazer negócios, matar saudades, tudo regado a muitas risadas, abraços, jogos, danças...é uma verdadeira festa.
Uma curiosidade do encontro é que há muitas "tribos". Tem o povo da música, o povo do baralho, o povo da pesca...O lugar se divide em bairros: alfa ville, tripa, alagados e vila socó, segundo nos apresentam os amigos, até então virtuais, Enio e Meire. Recomendo conhecer a história deles no www.motorhomeiro.blogspot.com.br, onde contam de suas vidas e viagens.
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| Encontro de Motor Home Sta Helena PR |
Uma dica: Prepare os pilas para umas comprinhas no Paraguai . Fica muito próximo e há van que leva até lá saindo do encontro, com retorno no fim da tarde.
Um alerta: Existem muitos "modelos"de estado no nosso BR (mínimos, privatizantes, bem comum...). Exemplo disso e que testemunhamos na viagem, são os pedágios. No estado de SC, passamos por 3 pedágios em 283 km, somando no total o valor de R$ 9,20, uma média de R$3,06 por praça e de R$ 0,03 por km rodado. No estado do PR, passamos por 9 pedágios em 730 km, pagamos R$ 98,00 no total, uma média de R$ 10,89 por praça e de R$ 0,13 por km rodado. Para ser justa, tenho que destacar que estes modelos não são frutos de escolhas de hoje, eles foram implantados no decorrer dos tempos e dos governantes que por ali passaram.
Além do Encontro de Motor Home, eu tinha um outro motivo especial para visitar essa região do Paraná: rever o local que me acolheu para meu primeiro emprego, logo depois de formada como assistente social, lá em 1984 (faz tempo). Na época, fui convidada pela amiga Ineiva Kreeutz (beijão cheio de saudades, querida) para trabalhar na Prefeitura Municipal da cidade de Missal, vizinha de Santa Helena.Visitamos a Prefeitura e a casa onde morei, também procurei por Dna. Sílas, de quem eu alugava um quarto em sua casa, mas soube que ela faleceu. Foi um retorno ao passado com sabor de gratidão por este início de vida profissional como assistente social. Profissão que amo e nunca me afastei até a aposentadoria.
Além do Encontro de Motor Home, eu tinha um outro motivo especial para visitar essa região do Paraná: rever o local que me acolheu para meu primeiro emprego, logo depois de formada como assistente social, lá em 1984 (faz tempo). Na época, fui convidada pela amiga Ineiva Kreeutz (beijão cheio de saudades, querida) para trabalhar na Prefeitura Municipal da cidade de Missal, vizinha de Santa Helena.Visitamos a Prefeitura e a casa onde morei, também procurei por Dna. Sílas, de quem eu alugava um quarto em sua casa, mas soube que ela faleceu. Foi um retorno ao passado com sabor de gratidão por este início de vida profissional como assistente social. Profissão que amo e nunca me afastei até a aposentadoria.
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| Balneário de Sta Terezinha de Itaipu. PR |
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| Balneário de Missal.PR |
Uma lembrança: Antes de atravessar a fronteira, não esqueça de fazer o seguro carta verde, obrigatório na Argentina. Nós o fizemos em Foz do Iguaçu, na Av. Mercosul, 101, próximo a aduana BR /Argentina - tel. (45) 99960401. Pagamos 70,00 reais. Existem também outras exigências em relação ao motor home, como: cambão, faixas reflexivas, decalque com limite de velocidade e 2 extintores de incêndio. Aconselho pesquisar em sites especializados estas orientações, pois facilitam estar em dia devido às constantes alterações, vale conferir.
Enfim chegamos na Argentina, uma paradinha nada básica para conhecer uma das maravilhas do mundo, as Cataratas do Iguaçu ou (Iguazú), agora pelo lado dos hermanos. E vale muuuuito, a visão e a estrutura são diferentes daquelas vistas no lado brasileiro. O parque tem uma infraestrutura que amei, com deslocamento de "trem", trilhas e caminhadas por passarelas e pontes, tudo muito bem cuidado e conservado. Só o parque já é um belo passeio, mas as cataratas tiram-nos o fôlego. Durante o trajeto, há vários pontos de observação das diferentes quedas. Fizemos o passeio de barco até a "garganta do diabo", emocionante, e, se tiver coragem de encarar, prepare-se para um maravilhoso "banho de cataratas". Custos: 700,00 pesos pelo passeio de barco; 200,00 pesos pelo ingresso no parque e 70,00 pesos para o estacionamento.

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| Puerto Iguazú.Argentina |
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| Cataratas del Iguazú.Argentina. |

Nosso
primeiro pernoite na Argentina foi um pouco desconfortável. Inicialmente,
pensamos em dormir no estacionamento do cassino em Puerto Iguazu, mas não nos
sentimos bem acolhidos. Por isso, optamos por ficar no posto de gasolina em
frente, junto com tantos outros viajantes caminhoneiros. Próximo ao cassino,
existe um Duty Free onde é possível fazer umas comprinhas.
Hora de partir para a região de Misiones na Argentina. Lá tenho uma missão pessoal: encontrar minha amiga Gladis, companheira de quarto, festas, risadas e choros nos quatro anos que morei em Missal e São Miguel do Iguaçu. Não nos víamos desde 1988, quando voltei para o RS e ela foi para a Argentina, ambas para encarar uma vida a dois. Aliás, a minha escolha da época foi tão especial que lá se vão muitos anos de união.Vamos lá, José, meu parceiro de vida e agora de estrada procurar a Gladis!
A região de Misiones é boa dica para quem deseja conhecer um pouco sobre a história dos índios e jesuítas, há boas opções de locais para visitar. Nosso destino é a cidade de Posadas, mas, no caminho, passamos rapidamente para conhecer Monte Carlo. Exploramos pouco a cidade, então somente registro que desistimos das duas tentativas de visitar os locais indicados em lá chegando.
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| San Ignacio Mini. |
Chegamos em Posadas no final da tarde e estacionamos em frente à casa da Gladis. Ela esperava nosso contato para marcar um lugar de encontro, então chegamos de surpresa. Foi um chororô daqueles. Depois do choro, muitos sorrisos, abraços e lembranças revividas. Este reencontro foi meu presente do universo em 2016.
Ficamos uma semana com ela e Hector. Foi a Gladis que nos apresentou a sua cidade atual. Posadas tem em torno de 300 mil habitantes e é a capital da região das Misiones. Muito gostosa, com sua charmosa Avenida Costaneira que margeia o Rio Paraná, tendo na outra margem a cidade de Encarnación - Paraguai.
A avenida é um super calçadão que se tornou um ponto de encontro dos moradores. Tem área de lazer, caminhada, barezinhos, restaurantes e um pôr do sol lindíssimo. No final da tarde, tem a turma do mate e da caminhada. Já à noite é local de encontro certo para uma boa refeição, uns drinks, papo e namoro.
Não poderia deixar de ter monumentos também, porque nossos hermanos os tem por toda parte, né!
Para quem mora mais perto, é um bela opção para uma esticada de algum feriado.
Depois de passear pela Costaneira, tirar fotos, tomar chimarrão (sim, chimarrão, afinal somos gaúchos) foi a vez de saborear uma boa pizza com vinho argentino, olhando o Rio Paraná e as luzes de Encarnación.
O dia seguinte foi para atravessar a fronteira e ir até Encarnación. A travessia pode ser feita de carro particular, trem, ônibus e vans. Nós optamos por ir de trem porque achamos esta experiência interessante. E foi muito boa a escolha, pois é rápido (alguns minutos), seguro, confortável e barato (18 pesos).
Fizemos algumas comprinhas no comércio popular, que me lembrou os camelódromos do Brasil. À tarde, retornamos para Posadas e foi hora do papo e descanso, regados a um bom vinho e janta feita na Branquela Viajante. Aliás, a Branquela nestes dias de pausa em Posadas ficou "acampada" no pátio da casa da Gladis, lá dormimos e retribuímos algumas refeições aos nossos anfitriões.
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| Acampamento em Posadas no quintal da Gladis. |
A programação do próximo dia foi um passeio até a cidade de Obera, a 100 km de Posadas. Fomos eu, José e Gladis. O lugar é o Salto Berrondo, um parque com rio, cachoeiras e trilhas, do jeitinho que a gente gosta. Foi delicioso ver a Gladis, que está saindo de um tratamento de saúde muito agressivo e desgastante, dar muitas gargalhadas e tomar banho de cachoeira. Um verdadeiro presente da natureza para comemorar nosso reencontro. O ingresso é bem acesssível, 30 pesos, então, se passar próximo, vale dar uma esticadela até lá.
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| Eu e Gladis em salto Berrondo. |
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| Eu e Gladis-Salto Berrondo |
Com o GPS estragado, seguimos um pouco atrapalhados, rumo a...não temos ainda claro para onde. Pegamos a rota 12, depois mudamos para a rota 14 e está decidido: vamos para o Uruguai!
Na Rota 14 o trajeto é de km e km de retas. O visual é de extensas áreas de plantio e gado, algumas estâncias são abertas à visitação. Paramos em uma, a Ervateira 3 Marias, para comprar chás e erva mate. Há um "tour" pela estância que não pudemos fazer porque já tinha encerrado o horário.
Final da tarde, ainda na Rota 14, chegamos próximo à cidade de Santo Tomé-AR, onde decidimos pernoitar, em um posto de gasolina. Havia dois outros motor home estrangeiros pernoitando no local, um casal do Canadá e um grupo da Dinamarca. Foi conversa por mímica mesmo.
À noite, fomos até a cidade que fica bem próxima da Rota, fazer compras de alimentos e de vinhos, ainda tentar um wifi, para dar noticias à filha.
Na volta para o posto, José esquece a chave da BV dentro da traseira da van e fecha a porta. Bah, foi mal! Vários caminhoneiros tentaram ajuda com suas chaves e nada. José já estava desmontando o fundo da cama para tentar acessar a traseira da van, quando chegou um taxista e disse que buscaria um chaveiro. Ufa! 30 minutos depois e 420 pesos a menos no orçamento, tudo resolvido. Remontamos a cama e fomos descansar, ou melhor, tentar.
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| Bagunça generalizada para tentar abrir a traseira. |
No outro dia, seguimos ainda na Rota 14 até La Cruz. Lá paramos na beira do rio Uruguai para um almoço entre cavalos e patos. Depois de uma descansadinha pós almoço, é hora de ir para a estrada até a próxima parada na cidade de Yapeú para conhecer as "Ruínas San Martin". O local é histórico e presta homenagem ao militar espanhol que consideram um libertador. Sugiro a quem passar na região esta parada e aproveitar para ouvir um chamamé dos bons.
De volta à estrada, fomos até Passo de Los Libres, onde aproveitamos para fazer novas comprinhas antes de atravessar a fronteira. Dica: olhe os Cashmere argentinos (bons de qualidade e preço).
Hora de se despedir da Argentina e seguir na bela ponte internacional rumo a Uruguaiana (onde cantam os cardeais). Até a próxima, hermanos! Foi muito bom e, diferentemente de alertas lidos e ouvidos sobre corrupção nas estradas, só temos elogios.
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| Motor home europeus. |
Antes de passar a fronteira, buscamos o local para fazer novamente o seguro Carta Verde, apesar do relato do próprio corretor de que, em geral, não é fiscalizado/exigido o seguro neste trecho. Melhor não testar, até porque queremos fazer o que é certo.Valor: 380 pesos uruguaios.
No Uruguai, nosso destino principal era conhecer a região das águas termais, em especial as termas de Arapey (as mais recomendadas pelos amigos campistas). Para chegar lá, tivemos que enfrentar uma via cheia de buracos e viajar com muuuuuita chuva, tanto que entrou água na Branquela Viajante.
Chegamos no Camping Termas Del Arapey às 13:30 e continuava chovendo muito. O rio que costeia o camping estava super cheio, inclusive, invadindo parte do camping. Optamos por nos colocar na parte mais alta para evitar riscos. O local é bem bonito, com boa sombra e lindos jardins, mas estava com poucos campistas/motorhomeiros. A estrutura é bem boa, banheiros, pias, churrasqueiras, salão coletivo e , claro, as piscinas. São várias: cobertas, ao ar livre, com banheiras...algumas estavam fechadas para reforma. O final de tarde é especialmente bonito, principalmente na beira do rio. Sugiro tomar um chima por lá.
Aproveitamos a noite e a internet melhor para olhar algumas opções e planejar a sequência da viagem. Onde ir ? Qual rota escolher ? Quanto tempo ? E lá fora a chuva não para.
Na manhã seguinte, uma surpresa: a bomba d'água que envia a água para todo o sistema hidráulico da Branquela parou de funcionar. Estamos sem água no vaso sanitário, no chuveiro, nas torneiras.
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| Camping Termas de Arapey |
A chuva não deu trégua, então desistimos do do roteiro das águas e decidimos voltar, as outras águas termais ficarão para a próxima viagem.
Mais uma parada no free shop, desta vez no de Bella União (Rota 3), e logo entramos em Barra do Quaraí, rumo a Santana do Livramento. Ali pernoitamos no posto Espigão, com direito a um café da manhã bem gostoso.
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| Pôr do sol Uruguaiana. |
Saímos de Santana do Livramento às 14:30 e seguimos até Rosário do Sul, onde fizemos uma parada para descanso, em uma praça às margens do rio Santa Maria, um lugar delicioso. Voltamos para a estrada até São Gabriel, onde chegamos ao final do dia. Já era hora de parar. O pernoite foi no Paradouro Três.
É 9 de Abril, estamos chegando perto de casa, vai dando uma mistura de quero mais com a saudade de casa. Mais uma parada para almoço em Pantano Grande e logo tocamos em frente até Balneário Gaivotas-SC. Esta é parada obrigatória antes de chegar em casa, já que lá moram nossas mães. Ficamos curtindo elas e matando a saudade até dia 11, quando finalmente às 16:10 estacionamos a Branquela em nossa querida Imbituba-SC. Estamos de volta. Obrigadaaaaa, papai do céu!
Km percorridos: 3.836
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| Rio Santa Maria. Rosário do Sul. |
Dias: 29
Custos:
Combustível, R$ 958,43; Alimentação, R$ 1.383,21; Passeios, R$ 972,50 ; Pedágios, R$169,25; Carta verde, R$165,00; Oficina, R$167,50; Compras...
Roteiro:
Imbituba, Itatiaia, Missal, Santa Helena, Santa Terezinha de Itaipú, Puerto Iguazú, Eldorado, Santo Ignacio, Posadas, Santo Tomé, Yapeú, Passo de los Libres,Uruguaiana, Arapey, Santana do Livramento, Gaivotas, Imbituba.(Considerando locais de pernoite).
Colaboração: Professora Tânia Mara Brandalise.

















Que linda aventura amiga,mais o mais lindo foi esse encontro depois de tantos anos, realemente passei lindos e emocinantes momentos , disfrutando de rizadas , recordações depois de tantos anos.
ResponderExcluirOBRIGADA PELA VISITA E ESPERO QUE SE REPITA.
Que linda aventura amiga,mais o mais lindo foi esse encontro depois de tantos anos, realemente passei lindos e emocinantes momentos , disfrutando de rizadas , recordações depois de tantos anos.
ResponderExcluirOBRIGADA PELA VISITA E ESPERO QUE SE REPITA.
Em frente ave toureiros. .. Boa viagem!!!!!!
ResponderExcluirHahahahahaha!!!!!!
ResponderExcluirSeria AVENTUREIROS... e não ave toureiros!!!!!!!