Pantanal e Chapada dos Guimarães dois cenários dos sonhos.
É 06 de junho de 2017 e mais uma vez vamos pegar a estrada. Desta vez vamos conhecer dois dos muitos destinos da nossa lista de desejos: o Pantanal Mato-Grossense e a Chapada dos Guimarães. Saímos de Florianópolis - SC, tendo como companhia a filha Gabriela, nossa amada parceira de tantas aventuras.
| Divisa SP-MS |
Pelo caminho vamos pernoitando nos postos de gasolina, fiéis parceiros de estrada. Nesta rota recomendo o Posto Ravanello, antes de Ponta Grossa - PR, e o Posto próximo à linda ponte Hélio Serejo, no Rio Paraná, em Presidente Epitácio, divisa dos Estados de SP e MS. Ambos contam com ótima estrutura para nos acolher, com segurança, internet, restaurante e banhos.
A ponte Hélio Serejo com seus 10 km de aterro e 2.550 km de extensão, junto com à Usina Hidrelétrica Engenheiro Sergio Motta, formam em belo conjunto para uma parada, especialmente no horário de assistir o pôr do sol. No trajeto ainda fizemos uma "curva" para incluir a pequena cidade de Jaguapitã-PR, onde fui rever a amiga Amarilis, que não encontrava há mais de 20 anos.
Chegamos à capital do MS, Campo Grande, e fomos conhecer o lindo Parque das Nações Indígenas, repleto de preguiçosas capivaras, e o MARCO - Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, ambos cartões postais da capital Sul Mato-grossense. Pensamos em pernoitarmos no parque, mas acabamos mais uma vez optando por um posto de gasolina. Fomos ao Adriana Locatelli, localizado na entrada da cidade. A noite foi bem fria, nos fez lembrar o nosso antigo endereço, a gelada Caxias dos Sul - RS.
Acordamos cedo, tomamos nosso café na Branquela e partimos para o aeroporto. Vamos buscar o nosso novo companheiro de viagem, o genro Henrique, vindo de Florianópolis para embarcar conosco em mais uma aventura. Bem vindo, querido parceiro.
Todos em seus postos, lá vamos nós, rumo ao Pantanal. No caminho mais uma parada estratégica, agora em Aquidauana-MS, para dar um abraço em amigos muito especiais: O Enio Oliveira e sua amada Rosimeire Patussi, referências no campismo brasileiro e por quem temos o maior carinho. Onde eles estacionam seu "Touche" sempre chegam outros motor home ao redor, isso porque eles agregam e alegram por onde passam e ali não tinha sido diferente, virou quase um encontro de MH.
| Enio, Meire e a doce cochorrinha dela, Mila. |
| muito rural |
Dica: a melhor época para ir lá é de Julho a dezembro, após a época das chuvas. Muitos peixe ficam "presos" nas lagoas, o que atrai os pássaros em busca de alimento, além do trânsito ser mais fácil. Em junho/julho não tivemos nenhuma dificuldade ao trafegar pela estrada.
| Presentes do universo |
Acordamos cedo no dia seguinte. O pantanal acorda cedo e nós aderimos ao costume. Às seis horas já estávamos fazendo o café. Depois seguimos até pousada Passo do Lontra, muito bonita, com seus muitos caminhos de palafitas. A diária para ficar no MH e usar toda a estrutura é R$ 30,00 por pessoas, mas não foi esta nossa escolha. Ali contratamos um passeio a cavalo pelo pantanal, mas será na outra fazendo do grupo, a São João.
| Travesia dos alagados em comitiva. |
Fizemos o almoço ali mesmo na fazenda, em nossa Branquela, e logo após usamos o redário para aquela soneca gostosa.
À tarde decidimos ir até outra pousada que também oferece passeios de barco e foi uma ótima ideia porque o preço foi bem menor que o Passo do lontra. É o Pantanal Jungle Lodge, uma pousada e restaurante à beira do rio que oferece várias opções de ecoturismo. O gerente do local, Marcelo, nos deu ótimas dicas, inclusive ofereceu para José pescar no local. Contratamos o passeio de barco para outro dia e voltamos para a estrada parque para pernoitar, agora mais tranquilos e seguros com as dicas e incentivo do Marcelo.
Próximo a uma ponte reencontramos um casal de suíços que também estavam rodando pela estrada. Eles nos mostram as marcas da pata de uma onça em uma árvore, feitas recentemente. Estacionamos próximos a eles para pernoitar e ficamos acordados até tarde na expectativa da onça aparecer, tendo o cuidado de seguir as orientações de não sair do carro. Mas para nossa decepção a onça não apareceu. Quando o dia estava amanhecendo levantamos e aí foi uma surpresa e também uma lástima. Lá estavam, bem próximo da Branquela, as pegadas da onça. A danada passou ao nosso lado, possivelmente depois que desistimos e fomos dormir. Ficou para outra oportunidade esta emoção.
| Presta atenção! As pegadas vão até Branquela. Medo! |
Em Corumbá estacionamos ao lado da Secretaria de Turismo (onde pegamos vários folders e dicas) próximo ao cais do Rio Paraguai. Ali, em um pequeno restaurante de beira de porto, sentados em mesas postas na calçada, comemos um delicioso peixe (pintado) com banana da terra.
| Pôr do sol Corumbá - Rio Paraguai |
Depois de vermos as opções de passeios de barco no rio Paraguai decidimos ir até a fronteira Brasil-Bolívia, que não fica longe do centro de Corumbá. Como seria um bate-volta optamos por não passar a fronteira de motor home, achamos mais prático e seguro ir de taxi ao país vizinho. Pagamos R$ 60,00 entre quatro pessoas. O taxista levou-nos até uma espécie de shopping, espaço grande cheio de lojinhas, com oferta de eletrônicos, perfumes, roupas, peças e depois em uma feira de roupas, comidas, eletroeletrônicos, tudo misturado, bagunçado, mas com melhores preços. Compras feitas, voltamos de taxi para a aduana para pegar nossa Branquela.
Dica: O taxista boliviano iniciou nos pedindo R$ 120,00 mesmo preço dos taxistas brasileiros em Corumbá. Como já tínhamos referência de valores cobrados para os locais, dados pela Secretaria de Turismo, argumentamos e ai fizeram pela metade do valor.
Para nosso pernoite voltamos ao mesmo estacionamento da manhã e dormimos, sem problemas, à beira do grandioso Rio Paraguai.
| Passeio de barco Rio Paraguai |
| Vitória Régia florida. que previlégio |
Nosso passeio pelo rio foi com o barco do Zé Leôncio, pilotado por sua mulher, uma pantaneira nativa, profunda conhecedora do local. Andamos por alagados, conhecemos as palafitas ribeirinhas, as lindas vitórias régias que tivemos o privilégio de ver floridas, os jacarés, enfim, foi uma ótima opção que fizemos, considerando que as chalanas navegam basicamente pelo meio do rio. Pagamos R$ 37,50 por pessoa.
| Barco Pérola |
Hora de partir. Antes de pegar a estrada passamos no mercado para nos abastecer de alimentos e, ali em frente, compramos as gostosas "Chipas" de uma simpática ambulante boliviana. Não deixem de provar esta delícia. Nosso destino: Retornar para a Estrada Parque Pantanal-EPP para fazer os quilômetros restantes, agora no sentido contrário.
No trajeto há a travessia do Rio Paraguai, no Porto da Manga, de balsa. Ela tem fluxo contínuo e assim que chegamos, já fizeram a travessia só com a branquela e nós. O preço foi de R$50,00.
| Berrante é para quem sabe Henrique |
Seguimos pela EPP apreciando a paisagem, com parada para fazer nosso almoço na beira da estrada, em meio às fazendas de gado. Chegando final da tarde é hora de parar. Estacionamos em um local onde havia um bar próximo e muito movimento de caminhões. Pela primeira vez, nos sentindo um pouco inseguro. Mas não tivemos problemas e, bem cedinho, antes do sol nascer, já estávamos rodando novamente vendo e sentindo o amanhecer no pantanal. Foi lindo demais ver o sol nascer e a natureza despertando com ele.
| Passeio de canoa canadense no Rio Miranda |
Pegamos novamente a estrada, agora rumo ao município de Miranda, para conhecer uma típica fazenda pantaneira. Escolhemos a fazenda 23 de Março, entre tantas abertas ao público no Pantanal, por ter um preço melhor e ser menos turística.
| Rio Miranda |
O café da manhã na fazenda foi dos deuses. Requeijão, iogurte, queijo, pão caseiro, chipas, tudo produzido na fazenda. E para completar conhecemos o "quebra torto", um carreteiro porreta que os peões comem antes de partir para a lida dura do dia.
| Miranda MS. Fazenda 23 de Março. Tour. |
O almoço na fazenda também foi muito bom, comidas locais, muito bem preparadas, sendo a sobremesa a estrela da refeição. Um doce de leite acompanhado de uma espécie de queijo fresco chamado "Nicola", simplesmente maravilhoso. Gostei tanto que uma das funcionárias me deu um de presente quando saímos e eu, em retribuição, dei erva mate para esta Sul Mato-Grossence com hábito gaúcho.
| Cavalgada pela fazenda. Top. |
| Fazenda 23 de Março. |
Depois da sesta no redário novamente partimos para um passeio na fazenda. Desta vez foi uma cavalgada pelos campos, repletos de gado, e pelo mato, conhecendo árvores centenárias, ouvindo estórias de onças, comitivas e o som do berrante. Na volta a Gabi ajudou a cuidar e lavar os cavalos e matou a saudade de fazer isso.
| "lida" com os cavalos |
Saímos final da tarde e na estrada vimos, ao longe, um tamanduá bandeira e um outro bicho que nos pareceu ser um lobinho. Para completar o dia mais um presente: Escureceu muito rápido e aproveitamos para parar na estrada e, em meio à escuridão dos campos desabitados, descer e apreciar o céu mais estrelado que já vimos. Foi mágico.
| Olha o tamanduá ai. |
O custo da diária na fazenda foi de R$ 200,00 por pessoa, com direito a pernoite do MH, dois passeios, café da manhã, almoço e lanche da tarde.
Aproveitando a dica do pessoal da fazenda fomos até o Posto de Combustível Arara Azul, ainda no município de Miranda, para pernoitar. Uma ótima opção na região, com banho, restaurante, internet. Recomendo muito.
Nossa próxima parada será um dos destinos mais procurados pelos apaixonados por ecoturismo no Brasil, a cidade de Bonito-MS. Ela merece toda a fama, tem uma natureza exuberante. Nosso primeiro passeio foi em uma fazenda onde fica o "aquário natural". Andamos em uma trilha de 400 m na qual vimos macacos prego, nos arriscamos na tirolesa, fizemos flutuação de 800m pelo Rio Baia Bonita. Foi intenso e incrível. Os menos aventureiros fiquem tranquilos, tem uma preparação anterior em piscina, roupa de neoprene, colete salva vidas, snokel com máscara e acompanhamento de um guia de barco. O custo é de R$ 187,00 por pessoa.
À tarde fomos para o centro de Bonito, mais uma vez dar um abraço nos nossos amigos, Enio e Meire, estacionados na praça da cidade e como eles costumam dizer "agora nosso quintal é aqui". A praça está muito bonita, iluminada, movimentada, viva. Ali se encontram a maioria das agências que vendem os pacotes de passeios. Sugiro fazer uma pesquisa, mesmo que pareça ter um acordo de preços. Neste dia dormimos ao lado de um posto da guarda municipal.
| Balneário municipal. Bonito MS |
| Buraco das Araras. Bonito MS |
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| Olha nós no buraco. |
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| Flutuação Rio Sucuri. Quem será? |
| Rio Sucuri. Bonito MS |
Hora de nos despedirmos dos nossos companheiros de viagem, Gabi e Henrique. Eles precisam voltar para a rotina, ao contrário de nós, aposentados, que fizemos da estrada nossa rotina. Os levamos até a rodoviária de Bonito para dali ir até Campo Grande, de onde pegam o voo para Florianópolis SC. Obrigada pela companhia, queridos.
Passamos os três próximos dias na AABB de Bonito curtindo um bom papo com os amigos Enio e a Meire. Comemoramos o aniversário do Enio, fizemos churrasco juntos, lavamos roupas, reparos na válvula d'água, enfim, paradinha básica para arrumamos a casa.
| Maria dos jacarés. |
De presente nesta escolha ganhamos mais um casal de amigos, o Jeans e a Jô, apoiadores para quem viaja de MH, indicados pelo Enio, e que nos receberam com muito carinho. Estacionamos em frente à casa deles, com o apoio de luz elétrica. Ela fica entre o centro e o porto de Corumbá e de cara já fomos com eles para a maior festa local, a "Festa de São João". Tinha quadrilha, procissão de andores, barcos enfeitados e ruas com muitas bandeirinha e barracas de comidas típicas. Belo inicio.
| Festa de São Jõao em Corumbá MS |
Escolhemos ir de trem para a cidade de Santa Cruz de La Sierra na Bolívia, deixando a Branquela estacionada em frente à casa deles. O Jean foi um anfitrião de primeira, levou-nos até a fronteira para fazer o trâmite de ingresso na aduana e comprar as passagens de trem (R$ 68,00 cada uma). A filha Gabriela reservou hotel pela internet. Tudo encaminhado, então foi o momento de relaxar e curtir um maravilhoso pôr do sol no rio Paraguai. Uma imagem para ficar gravada para sempre na memória e no coração.
No dia anterior à ida para Santa Cruz de La Sierra, escolhemos fazer o tradicional passeio de chalana no Rio Paraguai.
"La vai uma chalana; Bem longe se vai.Navegando no remanso; Do Rio Paraguai"
Oh! grande poeta Almir Sater, amo.
| Passeio na chalana Pérola |
Escolhemos a chalana Pérola que cobra R$ 170,00 o casal com direito ao almoço. As comidas do almoço foram típicas, incluindo o "Sarravulho" feito à base de miúdos de gado, vinho e calabresa, que confesso desta vez não me arrisquei a provar, e o caldo de piranha, que achei parecido com mondongo e também não cai no meu gosto alimentar.
| Sarravulho |
O dia seguinte foi para passar a fronteira e ir até nosso país vizinho, a Bolívia. Levantamos cedo e como o trem só sai às 13h, antes ainda fomos até a feira de Cuiabá, provar o famoso, e gostoso, suco de laranja tão falado pelo Jean. Tem de tudo, roupa, comida, eletrônicos, possivelmente influência cultural das cidades da fronteira boliviana. Dali fomos para a fronteira e seguimos até Puerto Quijarro - Bolívia de onde sai o trem. Nossos novos e queridos amigos, Jean e Jô, nos acompanharam até a estação e ajudaram nos trâmites, todos já previamente encaminhados, foi bem tranquilo.
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| Estação de trem Bolívia. Jean/Jô |
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| Feira de rua Sta Cruz de la Sierra-Bolivia. Tem de tudo. |
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| Hard Rock café na Bolivia |
"Enquanto este velho trem atravessa o pantanal
O povo lá em casa espera que eu mande um postal
Dizendo que eu estou muito bem vivo
Rumo a Santa Cruz de La Sierra"
| La Casa Del camba. Sta Cruz de La Sierra |
| Catedral de Sta Cruz de La Sierra |
Na manhã seguinte pegamos um táxi para ir até o zoológico municipal. Não é muito nosso tipo de lugar preferido, mas como tínhamos a indicação de ser um lugar de recuperação dos animais, e onde eles ficam mais livres fomos conferir. A área dos pássaros é um atrativo a parte porque é possível caminhar por passarelas entre os viveiros e os pássaros voam sobre os visitantes. À tarde visitamos mais um atelier de arte e finalizamos em um charmoso pub, ali na praça central.
| Protestos na praça |
Novamente viajamos à noite, então, cedinho estávamos chegando em Puerto Quijarro. Da estação até a fronteira fomos de van e dali até Corumbá pegamos um táxi, também boliviano, mais barato que os brasileiros. (Dica: pesquise e negocie. O táxi na Bolívia é bem barato, mas não usam taxímetro e na fronteira tem diferenças consideráveis de valores. Outro detalhe, não seja exigente com a aparência dos carros, tem banco feito com cadeira de praia, porta amarrada e, pasmem, reclamação porque estão organizando o trânsito com sinaleiras...risos). Ao passar na aduana, no lado brasileiro, tivemos que descer do táxi e abrir as mochilas, tudo certo e liberado.
| Gold Fischer Corumbá. |
| Acampamento e pescaria com Jean/Jô |
| Que visual! pescar assim nem precisa peixe. |
Em Coxim dormimos próximos ao motor home dos amigos Enio e Meire novamente, ao lado da casa dos pais dela. Jantamos juntos em uma pizzaria e no dia seguinte pegamos a estrada, agora rumo ao estado vizinho o MT.
Nosso objetivo é conhecer o Pantanal por outro lado, entrando por Poconé - MT. Mas como para nós nada é definitivo, muito menos rigoroso, mais uma vez paramos no caminho. A parada era para ser apenas um pernoite, como apoio em nosso trajeto, mas acabou sendo um acampamento de vários dias, da mais pura amizade e parceria. Sintonia a primeira vista, desta vez com os novos amigos mato-grossenses, os casais: João e Sônia; Marli e Ferrario.
| Jaciara.MT |
O que era para ser um pernoite de apoio virou quatro dias de muita amizade, companheirismo e passeios. Conhecemos a Cachoeira da Fumaça, famosa pela prática de Raft, em companhia da Sônia e do neto João Pedro; a Cachoeira da Mulata, onde nadamos e fizemos trilha com o Fábio e o João Pedro; As termas de Juscimeira, onde fomos todos à noite nos banhar e comer pizza; O Rio do Prata, onde passamos o dia fazendo churrasco, banho de rio, caminhada.
No quarto dia fomos passear na fazenda do Ferrario
| Fazenda Ferrário/Marli. Jaciara-MT |
Depois do gostoso almoço na fazenda fizemos um passeio na "Jurubeba", um veículo construído pelo próprio Ferrario, com peças de vários outros veículos. Eu fui na carroceria aberta curtindo o vento bater no rosto e me encantando com a paisagem. Na propriedade tem ainda um riacho onde existe a ponte de pedra, belas áreas para um refrescante banho e contemplação das águas cristalinas. Final da tarde, todos curtimos o pôr do sol do alto da colina, de onde se vê todo o vale. Foi um dia especial, principalmente porque também ganhamos mais um casal de amigos nesta viagem. João e Sônia retornaram para o rancho e eu, José, e João Pedro, dormimos na sede da fazenda porque daqui, amanhã bem cedo, partimos rumo ao pantanal MT. Sim a afinidade foi tão grande que o neto João Pedro, um adolescente de 16 anos, em férias escolares, irá embarcar conosco nesta viagem para o pantanal na Branquela Viajante.
| Transpantaneira. Desafio aceito, sonho realizado. |
| Que elegância |
| Muitas iguais a esta no caminho |
| Que sorte a nossa de ve-lo |
| Aquario estivado. Nobres MT |
| Piscina de borda infinita no Mirante do Cerrado |
No dia seguinte cedinho fomos para o "Aquário Encantado" para fazer flutuação. O lugar fica em um sítio, próximo do Mirante do Cerrado, ambos a 60 km de Nobres, na localidade de Bom Jardim. O preço por pessoa é de R$ 75,00 a flutuação e R$ 35,00 o almoço.
O passeio inicia com o deslocamento de carro até entrada da mata fechada, de vegetação típica. Dali uma caminhada de 500 MT até o aquário onde se recebe as orientações, as máscara, os coletes, e as sandálias para a flutuação. O local recebeu este nome porque se parece com um aquário mesmo. Tem em torno de 90 metros quadrados e três nascentes que "jogam" água borbulhando. Em alguns pontos chega a 6 metros de profundidade e é possível flutuar nas águas cristalinas entre dourados, Piraputangas, Piaus e muitos outros peixes. Recomendo muito.
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| Soneca pós almoço. |
| Flutuação no Rio Salobra. Nobres MT |
Na sequência ainda fomos em uma tirolesa, que fica bem próxima, e termina dentro da água do Rio Salobra. Só o João se jogou nesta aventura, nós ficamos só registrando. Cobram R$ 45,00 com direito a três descidas.
Depois foi voltar para o nosso ponto de referência, o encantador Mirante do Cerrado, e ali repetir os petiscos, a cervejinha e o lindo pôr do sol na piscina de borda infinita. Novamente dormimos no estacionamento do mirante. Pela manhã aproveitamos o estacionamento para consertar a porta traseira da Branquela, que não está fechando bem. José, mais uma vez, fez valer seu apelido caseiro de MacGiver, os mais velhos entenderão hahahaha.
| Nobres MT. Aquário Encantado |
| Enfim a Chapada! |
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| Mirante Centro Geodésico |
Dali fomos para a casa do nosso novo anfitrião, o primo do João, que mora no município de Chapada dos Guimarães. Estacionamos ao lado da casa dele que jantou conosco na Branquela e deu-nos preciosas dicas da região.
No dia seguinte fomos conhecer um dos cartões postais da Chapada, a cachoeira "Véu de Noiva". Fica no córrego Coxipózinho e tem 86 m de altura de queda livre. Desce em meio a um vale com formato de ferradura cercada de paredões de arenito. Antigamente dava para descer até o rio, mas depois de um acidente, foi proibida a descida e hoje só é possível admirar a beleza do mirante. Tem um estacionamento para os carros e dali se faz uma caminhada leve de 550 m até a cachoeira. Próximo tem um quiosque com restaurante onde almoçamos e tomamos uma refrescante água de coco.
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| Mirante Porta do Céu com nosso convidado, Jõao. |
Encerramos o dia curtindo um final de tarde no Mirante Porta do Céu. O pôr do sol ali foi um presente especial. O céu se coloriu de laranja em contraste com o verde da vegetação, sendo mais um momento para agradecer a vida e a mãe natureza pelo espetáculo. À noite os homens queriam ver futebol e fazer janta, eu passear pelo centrinho da cidade. Como somos democráticos por opção, cada um seguiu sua escolha. Eu parei na praça fiz compras com ótimos preços, comi tapioca, tomei sorvete e, depois do jogo, me buscaram para pernoitar na branquela.
Nosso último dia na Chapada foi para conhecer o Complexo de Cavernas Aroe Jari que fica em uma propriedade privada e só é acessível com guias credenciados. Optamos por fazer uma parte do trajeto de 12 km com o transporte do atrativo (um carretão rústico) guardando as energias para a caminhada nas trilhas e nas cavernas.
| Transporte para Complexo de Cavernas Aroe Jari. |
| Lagoa Azul. Capada Dos Guimarães -.MT |
| Ponte de Pedra. Chapada dos Guimarães. MT |
Como já era bem tarde não daria para fazer outro tour, então, passamos mais uma vez pelo Mirante Geodésico, para dali nos despedirmos da Chapada dos Guimarães. Partimos em direção a Jaciara para levar nosso grande parceiro de estrada, João, de volta para sua família. Escolhemos ir por Rio Verde. Eu e José conhecemos mais uma novidade neste trajeto, uma lavoura de algodão. Achei lindo o efeito do campo branquinho que se forma distante do solo. Chegamos à Jaciara, já anoitecendo, cansados e agradecidos.
| Mirante Centro Geodésio |
| Que vista da Chapada. |
| Rancho do Jõao/Sonia. Desafio das boias. Demais! |
| Águas termais jucimeira MT. Delicia estar com eles. |
A área destinada aos motorhome dentro do parque estava lotada, então, optamos por ficar na sede do Clube Juventude (clube de futebol), que fica muito próximo do parque e tem uma estrutura básica de água, luz, banheiros e até uma piscina que estava um pouco abandonada. Ao final dos dias que estávamos lá fomos até convidados a usar a cozinha do clube, mérito da simpatia e das habilidades culinárias da Sônia. Cobraram-nos R$ 30,00 a diária por carro.
O Parque de Águas Quentes, localizado a 5 km do centro da cidade é um complexo com piscinas hidrotermais, com temperaturas que variam de 31 a 43 graus, divididas em múltiplos espaços. Tem corredeira, toboágua, bar molhado, rio da preguiça, vestiários, restaurantes e muito verde. O ingresso é por dia e pessoas acima de 60 anos não pagam. Como estávamos muito próximos íamos em vários horários durante o dia.
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| Rios e cascatas de Jaciara com nossos novos amigos |
O próximo programa foi aproveitar a temperatura mais amena da manhã e subir os 1476 degraus para chegar até o Mirante do Cristo, que fica dentro do Parque Estadual Serra Azul, distante 3 km do centro da cidade. Fizemos uma excursão do nosso grupo, mais o alemão e a Norma, mas João e Sônia não subiram. Do mirante é possível avistar as três cidades irmãs: Barra do Garças, Aragarças e Pontal do Araguaia, além do encontro das águas dos rios Garças e Araguaia, que não se misturam. Vale muito o esforço e nós descobrimos que estamos em forma física muito boa. Há no parque outras atrações como cachoeiras, trilhas, mas não tivemos oportunidade de ir.
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| Mirante do Cristo 1476 degraus. Ufa! só os fortes |
O dia seguinte foi para de ir até o Rio Araras e aproveitar o balneário estruturado na sua margem. Estavam com nossa turma um novo casal que chegou de motorhome no Clube Juventude, o Moisés e a Sueli. Passamos o dia ali, curtindo o sol, a água e um bom papo. Almoçamos galinha com pequi e arroz nas barracas. Os mais animados durante a tarde andaram de boia puxada por jet ski e, muitos tombos e risadas depois, estávamos prontos para retornar para nosso acampamento e finalizar o dia com um banho relaxante nas águas mornas do parque.
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| "Prainha" com toda turma. Belo passeio.Barra do Aragarças. MT |
| Nosso acampamento no Clube Juventude.Barra do garças.MT |
Como iríamos ficar mais uns dias por aqui o Zé e o João aproveitaram para fazer uma pescaria no Rio Araguaia (não pescaram nada... hahaha) enquanto os demais curtiam as deliciosas águas quentes do parque. Também aproveitamos para combinar com os parceiros Norma/alemão para nos encontramos com eles na Serra do Roncador, no próximo dia.
A nossa despedida da família do João/Sônia foi com choro, muitos abraços, agradecimentos e promessas de reencontro. Eles voltam para Jaciara e nós seguimos para conhecer mais uma área da região.
| Serra do roncador.MT |
Mas nem tudo sai como planejado nas estradas. Chegamos ao ponto combinado com Norma e Alemão bem depois do horário combinado e não os encontramos mais. Além de não encontrar os parceiros, as informações com os moradores locais foram poucas e sem muita vontade de compartilhamento, a internet não funcionava, nossas pesquisas prévias foram quase zero, enfim, ficamos bem "perdidos". Ai foi improvisar.
| Perrengue! E dos perigosos. |
Voltamos para o carro para continuar a subida e dali fomos até uma fazenda onde paramos para pedir informações. Indicaram-nos ir em frente até uma propriedade que tem uma cachoeira e tipo um balneário e lá fomos nós. Não sei se estávamos no caminho certo ou errado, mas de repente tinha que atravessar por um pontilhão alto e bem estreito. Ao passarmos, a roda da frente da branquela caiu para fora do pontilhão. Que susto! estamos literalmente "pendurados" no meio do nada.
| Depois do susto,consertos. |
Mas nossos anjinhos mais uma vez estavam presentes e nos enviaram ajuda. Vimos um fusquinha vindo pela estrada no sentido contrário, nele estavam uma freira e duas estudantes noviças. Pararam para ver se precisávamos de ajuda, e neste momento descobrimos que havia uma outra passagem de carro pelo lado do pontilhão. PUTZ!
Elas seguiriam até a próxima fazenda e lá pediriam ajuda. Cerca de trinta minutos depois chegou uma caminhoneta 4x4 com dois moradores locais e puxaram nossa branquela com uma única arrancada, para assim usar nossa "ponte de pedra" como apoio. Deu certo! Temos certeza de que, além da ajuda das pessoas, a espiritualidade nos amparou e protegeu, nossa eterna gratidão.
| Presente do universo |
| Obrigada. |
A Serra do roncador tem este nome devido o barulho que o vento faz ao passar pelos canyons e, segundo nos relataram, é cheia de belos locais com cachoeiras, grutas, cavernas, águas quentes e frias, enfim muitos atrativos e beleza natural que não conheceremos desta vez. Ficou na lista de lugares para retornar.
| Serra do Roncador MT |
Escolhemos fazer o roteiro por Primavera do Oeste e Poxoné. Boa escolha, a estrada é bem bonita, com montanhas que lembram e tem nome de "mesa", "Jipe", "onça"...Poxoné é a terra da moda de viola. Eu até tentei informações e comprar CDs de moda de viola, que adoro, mas não fui bem sucedida.
| Lavoura de algodão, parece um tapete. |
Ainda fizemos mais três pernoites na estrada, um antes de Campo Grande-MS, outro próximo à usina de Nova Primavera, onde mais uma vez fomos brindados com um belo pôr do sol no Rio Paraná e o último, em Palmeiras, próximo de Ponta Grossa-PR, todos em postos de gasolina, onde bastecíamos e jantávamos.
Dados da Viagem:
Dias de Viagem: 54
Km rodados: 9.265
Estados visitados : Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
Gastos:
- Alimentação:R$ 2.888,00
- Passeios:R$ 4.439,00
- Pedágio:R$ 301,16
- Combustível:R$3010,00
-Compras: 1.192,00
- Pernoites: R $ 170,00
Total: R$ 12.000,16
| Imbituba -SC |
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| Olha eles ai! Bem vindos amigos. |












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