Parte -1- De SC para o Ushuaia
1- Patagônia Argentina região Atlântica que engloba localidades litorâneas como Puerto Madryn, Puerto Piramides (Peninsula Valdez), Trelew, Comodoro Rivadávia, Viedman, Rio Galegos, Rio Grande, Las Grutas e Ushuaia.
Rodamos até Bahia Blanca, passando pela Rota 3 e depois R 51- bem ruim. Paramos no Camping Maldonado, ali fizemos churrasco com a deliciosa carne argentina, lavamos roupas e descansamos ouvindo o som de chuva. Apesar de ser um lugar bonito a estrutura do camping- Banheiros principalmente- bem precária e o acesso ao mar estava impossível devido maré baixa.
No dia seguinte optamos em rodar pela Ruta provincial 1, rodovia beira-mar, paralela à ruta 3. Paramos para abastecer em Viedman e rumamos ao próximo destino, Balneário El condor. Foi uma parada estratégica. A proteção do motor estava solta e ficava batendo, José, com a ajuda de outro campista hermano, Oscar, conseguiu uma rampa abandonada. Tiveram que limpar e serrar galhos para acessar o local, entraram com a Branquela e ambos fizeram o conserto. Gracias Oscar, desconhecido solidário.
Em El Condor existe a maior colônia de papagaios barraqueiro do mundo, infelizmente, atrapalhados pelo conserto não fomos conhecer, nos restou uma caminhada beira-mar, com direito a cervejinha e pizza.
Partimos pela ruta 1, curtindo o lindo visual do litoral, o planejado era ir até Las Grutas, paramos antes em Puerto San Antônio Este e foi paixão à primeira vista. Uma praia com uma superconcentração de motorhome- diria que muitos kms, um equipamento ao lado do outro – a beira mar. A área é de um tipo de areia muito grossa, parece colchinhas e pedrinhas, que formam um verdadeiro tapete que se estende até o mar.
Na entrada tem um posto de fiscalização que cobra uma taxa ambiental e orienta sobre descarte – tem local próprio – também para abastecimento de água potável. Segundo nos falaram foi um acordo feito entre Las Grutas, San Antonio Este e Oeste, as três localidades da região, visando definir um local conjunto de parada dos MH e assim organizar o uso. Muito bom, bela iniciativa! Passamos um dia e uma noite deliciosa, sentados olhando o mar, caminhando, simplesmente comtemplando tamanha beleza e paz.
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| Las Grutas- AR |
No dia seguinte fomos a Las Grutas sacar dinheiro no WU - temos usado direto para manter o caixa, e logo voltamos para encontrar os parceiros, desta vez na orla de San Antônio do Leste. Passamos o dia curtindo a beira mar, conversando, caminhando no calçadão da orla. Anoiteceu e decidimos arriscar pernoitar na orla onde passamos o dia. Chegou mais um viajante de SP, casal e filho, e assim, em três parceiros dormimos ali. Não houve abordagem nos orientando proibição. Tudo tranquilo. Ainda tentamos tomar o café da manhã em Las Grutas a antes de pegar a estrada novamente, não achamos onde estacionar, desfilamos pela orla e partimos.
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| Puerto Madryn- AR |
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| Penílsula Valdez- Puerto Pirâmide |

A Península é um grande Parque Nacional, Patrimônio Mundial da UNESCO e um santuário de animais marinhos e terrestres – em torno de 4 mil km e 1500 espécies de animais. Tem vários pontos de visitação, alguns inclusive estava fechado o acesso. Iniciamos conhecendo o mirante da ilha dos pássaros, que tem uma capelinha linda – lembra as da Grécia - e ao longe avistamos flamingos e a revoada de pássaros para a ilha no final da tarde.
Dalí seguimos para Puerto Pirâmide que é o único vilarejo dentro do parque, com um visual incrível e possibilidade de estacionar e pernoitar- acesso por asfalto. Passamos horas caminhando, observando as mudanças da maré, nos encantando com as falésias e rochedos. Infelizmente não era época da avistagem das baleias, que dizem, facilmente são vistas. Dica: cuidem onde estacionar, vimos a maré subir e quase inundar um carro estacionado próximo ao mar.
Ainda dentro da península fizemos o circuito até Caleta Valdés, são 75 kms de rípio, com pontos de paradas em mirantes e passarelas. Vale cada um deles! Um espetáculo o visual que mistura mar, rochedos, vegetação, animais como leão marinho, pinguim, lobo marinho. Nos deslocamentos é comum se deparar com bandos de guanacos que desfilam, inclusive com risco de atropelá-los. Almoçamos no caminho e comemos pela primeira vez o famoso cordeiro patagônico.
Eu queria muito pernoitar ali no estacionamento beira mar de Puerto Pirâmide, naquele cenário incrível e olha que já tinham vários motorhome pernoitando. Não entendemos o motivo, antes de nossos parceiros ingressar na área de estacionamento passaram uma corrente e não deixavam mais entrar. Tentamos negociar, chorar...nada. Por parceria nós saímos do estacionamento e fomos pernoitar com eles em um IPF da Rota3 a caminho de Puerto Madry. Ficou gostinho de queria mais!
Um registro: Nosso segundo perrengue foi no ripio da península. Possivelmente uma pedra fez quebrar a válvula da saída do reservatório água. Lá foi José, quando voltamos para Porto Pirâmide, fazer mais um conserto. Salve nosso macgayver.
Em Puerto Madryn ficamos em um estacionamento gratuito à beira mar. Local bem central, fácil acesso e ainda havia os lavadores de carro que deixaram nossa branquelinha com cara muito melhor. Tentei sacar dinheiro no WU e não consegui, depois de muitas conversas descobri que esqueci de incluir as taxas ao fazer a transferência. A boa notícia é que o banco estornou o valor. A noite caminhamos pela orla e fomos comer cordeiro novamente, este assado inteiro e exposto na entrada do restaurante. Depois da segunda experiência o veredito: gostoso, mas muito forte.
A próxima cidade que paramos para conhecer foi Trelew, conhecida como a cidade dos dinossauros. Tiramos a clássica foto aos pés da réplica do “maior dinossauro do mundo” que fica na entrada da cidade. Outro atrativo é u Museu Paleontológico que abriga verdadeiros tesouros da arqueologia paleontológica, ainda é cheio de efeitos especiais que embelezam as relíquias. Mais dica: Fomos avisados, antes e durantes nossa permanência na cidade para ter cuidado especial em relação a assaltos. Quando paramos ao lado do Museu imediatamente moradores vieram nos dizer para não deixar os carros ali. Mudamos para o outro lado onde estava de guarda um carabineiro. Com cuidado vale a visita.
Na região ainda visitamos a Reserva Marinha de Punta lobo, onde vimos muitos lobos marinhos com seus sons estridentes que parecem querer marcar território e disputar com seus pares o tempo todo. Voltamos para a Ruta 3 para acessar a pequena cidade de Gaimam- cujo principal atrativo são as marcas de sua colonização galês. Aqui a boa é: experimente as delícias em uma das casas de chá da cidade, em especial o bolo galês, feito com rum, açúcar queimado e frutas cristalizadas. A cidade é cortada por um rio muito bonito e ao lado dele pernoitamos no Camping dos bombeiros, 1.500 pesos, com infraestrutura básica e o melhor chuveiro da viagem. José aproveitou a parada para consertar o cabo de luz do motorhome do Wilson e novamente nossa válvula.


Depois deste pequeno desvio, voltamos para o litoral. Nossa próxima parada foi um dos lugares que mais vimos pinguins de perto, chama Punta Tombo a maior colônia de pinguins de Magalhães da Argentina. A recepção e bem bonita, tem uma ambientação com luzes, som, projeções de imagens. Ingresso 4.600 pesos. Tem também um restaurante bom onde depois da caminhada dá para repor as energias. As caminhadas são por passarelas que os pinguins atravessam, dormem em baixo, enfim estão no meio dos turistas, tenho o privilégio de ter um vídeo caminhando ao lado de um, foi emocionante! Os guanacos também estão presentes em grande quantidade e fazem parte da paisagem. Atenção é proibido tocar nos animais!
Para sair da Punta Tombo tem dois caminhos, Rota1, pelo rípio e voltar para Rota 3-asfalto. Optamos seguir pelo asfalto e dormir no acolhedor YPF próximo a Garayarde, parada tradicional dos viajantes da patagônia e onde conhecemos a mãe e filha de SP viajando pela patagônia de carro, rendeu boas dicas.
A próxima parada foi em outro local gostoso e charmoso: Rada Tilly, praia distante 13 km de Comodoro Rivadávia, cidade com maior estrutura na região. A escolha foi primeiramente em função de ter um camping municipal bem citado pelos viajantes da patagônia litorânea. Além do ótimo camping a cidadezinha em si é um atrativo, organizada, limpa, cheio de casas bonita. Aproveitamos para fazer um belo churrasco e organizar a casa rodante também. Caminhamos pela orla, bem movimentada neste dia, depois fizemos um tour de carro para reconhecer a área, retirar dinheiro no posto do WU (tínhamos tentado retirar em Comodora Rivadavia e não tinha) e trocar reais no câmbio. Tem um cerro com mirante que queríamos ir e não achamos o caminho.
Dois dias descansando é hora de seguir. Ainda pela Rota3 tivemos uma surpresa, na beira da estrada, muito próximo, uma colônia de leões marinhos, descemos e chegamos bem perto deles. Paramos para almoçar em Caleta Oliva, não achamos interessante e decidimos seguir. Logo que saímos a Branquela travou a direção. Sorte que estávamos próximo de um YPF e logo a frente uma oficina. Era a correia do alternador que arrebentou- terceiro perrengue. Depois de aguardar 2 horas pelo retorno no mecânico foi feita e troca e nos juntamos aos parceiros no ypf.
Nesta região há uma atração que optamos em enfrentar 100 km de rípio para conhecer. É o Monumento Natural Bosque Petrificado na Província de Santa Cruz. Uma formação com mais de 150 milhões de anos, ocasionada pelas erupções vulcânicas e mudanças do clima, principalmente após a formação das Cordilheira dos Andes. Fizemos a trilha por entre alguns exemplares de árvores petrificadas, avistamos animais como emas- aqui chamadas choique, lebres- aqui chamadas mara e os constantes guanacos.
A paisagem do entorno é muito bonita com platôs que parecem “morros cortados”, lembrando a Chapada das Mesas. Na estrada de ripio para acessar o parque a porta lateral da Branquela Viajante começou a se abrir, nos obrigando a parar muitas vezes para fechar. Uma das consequências dos constantes sacolejos da estrada de chão. Este perrengue vai nos acompanhar por quase toda a viagem, se tornando nosso maior problema, quase nos fazendo desistir de seguir.
De volta a Rota3 seguimos em direção a Puerto San Julian, com uma parada em Isla Pavon, para conhecer, brevemente o local que tem ótima estrutura para pernoitar e acampar. Demos uma volta até o rio, apreciamos a beleza da ponte de ferro vermelha, referência do lugar e tocam os em frente.
Puerto San Julian foi outra bela surpresa! Acho que é porque gostamos de lugar pequeno, aconchegante, com visual bonito e aqui tem tudo isso. Paramos no Camping Municipal, ótima arborização, beira mar, limpo, organizado. Nota 10. A orla é bem bonita e cuidada, há uma réplica do barco que Fernando de Magalhães usou para navegar e desembarcar aqui e ao lado um pequeno museu. As casas do bairro próximo ao camping têm uma característica, para nós, nova. São feitas em placas de metal ondulados que lembram as telhas de zinco do Brasil. O resultado é interessante! Pensamos que deve ter algo relacionado ao clima. Será? ainda próximo ao camping tem um antigo frigorífico transformado em centro Cultural com várias oficinas, outra característica que notamos - parece ter muitas opções culturais na cidade.
A noite saímos para jantar e encontramos um lugar especial, com a ambientação criativa e de bom gosto transformaram uma casa antiga em um resto bar que conta um pouco da história da cidade. A casa já foi uma indústria e na época da Guerra das Malvinas foi alojamento dos soldados. São vários ambientes todos respeitando a linda arquitetura e história da casa. Infelizmente não anotei o nome, mas é bem central e chama atenção.
De parque em parque lá vamos nós para o próximo. Agora será a vez do Parque Nacional Monte Leon, também área de proteção ambiental no litoral da patagônia argentina. A reserva é pública, sem ingresso e não tem portaria. A autorização é na sede- Estância- fica antes da porteira de acesso, que é às margens da Rota 3. O parque tem várias trilhas, paradouros e mirantes, andamos bastante e vimos muitos pinguins, a triste foi ver a quantidade de bichos mortos. Não soubemos se é normal ou ocorreu algum problema.
No final do dia fomos para a área beira mar, onde tem rochedos e falésias, ali estacionamos os motorhomes e caminhamos na areia, tirando belas fotos nos rochedos. Estávamos nos preparando para pernoitar quando chegou o guarda parque para saber se tínhamos feito a autorização na estância. Ah! Que autorização? Sim, precisava ter feito isso. Ok, guarda nos cadastrou e autorizou, com a ressalva que não poderíamos ficar ali na beira dos rochedos, é perigoso, tem área próxima autorizada, mais segura, inclusive com churrasqueiras. Havia outros viajantes que pernoitaram ali. Foi ótimo que fomos “convidados” a trocar de lugar porque a noite o vento foi muito forte, os carros balançavam, parecia que iria tombar. Nós inclusive mudamos três vezes a posição durante a noite.
Mais uma vez pegamos a Rota 3, desta vez em direção a fronteira com o Chile. Tivemos mais um pernoite antes que foi em Rio Gallegos, na orla, em um estacionamento ao lado do quartel, na companhia de vários viajantes, inclusive um casal de Barra Velha - SC, também indo em direção ao Ushuaia. Aproveitamos a cidade para repor a correia do alternador de reserva.
Chegamos na Aduana Argentina a fila estava grande, mas não foi demorado. Documentação entregue: identidade, habilitação, documento do veículo; tudo ok. Primeira fronteira feita- Paso Internacional Austral. Não foi solicitado o seguro obrigatório Carta Verde na aduana.
Novamente em terra firme rodamos em torno de 2 km até a aduana chilena. Pegamos uma fila de 2 horas e uma fiscalização mais rigorosa e burocrática. São três etapas. 1- Documentação pessoal e do carro; 2- Declaração juramentada do que está transportando (alimentos, dinheiro, bebidas...); 3 - Vistoria in loco, aqui entraram e olharam tudo. Uma dica: declara que tem alimentos perecíveis e/ou in natura porque se disser que não tem a encontrarem algo tem multa pesada. Nesta vistoria perdi ovos, feijão, castanhas e cebola.
Na sequência fomos para fila para atravessar o famoso Estreito de Magalhães, no relógio marcava 14:30 e a travessia dura em torno de 30 minutos. Foi muito tranquilo, sem ninguém ficar mareado. A travessia pode ser paga em moeda Argentina- 9 mil pesos; ou Chilena-18 mil pesos. O ruim é que não dá para ver quase nada no entorno da embarcação.
Em solo Argentino novamente rodamos até a cidade de Rio Grande onde programamos fazer uma parada até esperar passar os fortes ventos previstos pela meteorologia. E foi ótima escolha, foram dois dias de ventos tão fortes que a travessia do estreito foi suspensa. Paramos no velho parceiro YPF, este na orla de Rio Grande. Ali comemos, dormimos, José consertou a bomba d´água que havia estragado - outro perrengue da viagem. Desisto de contar, já perdi a conta de quantos foram até aqui.
E estamos chegando perto ao nosso principal destino, a terra do fim do Mundo. Antes, no trajeto, mais uma paradinha para conhecer Tlhuim, uma pequena cidade cheia de história. Está em uma área que sofreu um grande incêndio que durou meses, queimando a terra profundamente, as marcas estão visíveis na paisagem até agora. No órgão de turismo fomos muito bem atendidos e soubemos que a cidade tem um festival de esculturas feitas em troncos de árvores, retiradas após estarem “mortas”, algumas expostas ali.
E enfim chegamos! Ushuaia aqui estamos nós. Foi bem emocionante porque além de um sonho antigo é lendária, um desafio e um troféu buscado por viajantes do mundo todo. Já na rota de chegada somos agraciados com a beleza do Lago Escondido com seus mirantes impactantes e a presença de amistosas raposas.
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| Parque Nacional Tierra del Fuego |
O portal, parada obrigatória para comemorar o feito é disputado para aquela foto especial- conseguimos! Não deixamos de cumprir o ritual. Viva!
Ficamos na cidade uma semana e nestes dias conhecemos vários atrativos ou simplesmente apreciamos o cenário maravilhoso e o ar turístico presente em cada esquina. A cidade é rodeada de montanhas e ficamos imaginando-as cobertas de neve, que infelizmente não tivemos o privilégio de ver.
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| Passeio barco Canal de Beagle |
Na rua principal, tendo à frente o famoso Canal de Beagle estão os estacionamentos onde ficam os viajantes de vários países, com seus motorhome. Na água o movimento é dos imponentes navios de cruzeiros e os barcos de passeios pelo canal, um atrativo a parte.
Rodar pelo Parque Nacional Tierra Del Fuego foi o que mais gostei. Fomos duas vezes, na primeira depois de pegar mapas e orientação na portaria, de onde é autorizado o pernoite, fizemos um tour com paradas de reconhecimento na saída do Trem do Fim do Mundo, Rio Pipo, mirantes... e retornamos para a cidade.
Outra opção foi caminhar pela cidade, andamos até o Monumento Antiguos Pobladores, Museu Del Fim Del Mundo, Parque José Hernandes, Antiga Casa Bedan, Museo de La Cidad, Hard Rock Café- rede internacional que gosto de visitar em cada lugar que encontramos, central de turismo- onde é possível carimbar o passaporte, cafés e lojas de artesanato.
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| Laguna Esmeralda - Ushuaia.AR |
Das atrações mais distante escolhemos e Laguna Esmeralda. Fica a 40 km do centro pelo asfalto. Do estacionamento a beira da rota a trilha a pé é de 9 km. Vale muito, o visual é lindo e o caminho com pontes, alagados, mata, riacho. Tem classificação de dificuldade média, nós achamos bem tranquila. O clima estava perfeito, não muito frio, sem vento forte, saímos cedo e bem agasalhados, aí foi um constante tirar roupa no caminho, efeito cebola mesmo. Dica1: use um bastão de caminhada, faz diferença em trilhas. Dica2: Leve lanches não tem estrutura lá, nós levamos e fizemos um gostoso piquenique apreciando a lagoa de cor esverdeada. Na volta paramos no shopping para comer pizza.
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| Trilha Laguna Esmeralda |
A segunda vez que entramos no Parque Nacional Tierra Del Fuego foi para ficar mais tempo. Fomos até o final da Ruta Nacional Nº 3, a Bahia Lapataia- 17 km desde a portaria, fizemos várias trilhas a pé dentro do Parque, vimos castores construindo suas casas na água, lobinhos nos visitando na Branquela e dormimos ao lado do Rio Pipo, rodeados de montanhas, em um acampamento selvagem maravilhoso. Estavam conosco no pernoite, além dos parceiros de estrada Wilson e Vera, o casal Valter e Suzi, que são de Porto Alegre e tem casa na Praia do rosa de Imbituba, nos conhecemos na estrada rolou ótimo papo.
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| Estacionamento de motorhomes, Ushuaia. |
Ficamos dois dias no parque, além de caminhadas, trilhas, ou simples observação e contemplação das belezas rústicas no entrono, mais uma vez José trabalho na Branquela. Desta vez na porta lateral que desde o Bosque Petrificado não fecha totalmente e fica abrindo no ripio. Deu muito trabalho e não consegui resolver, apenas amenizou. Tentamos comprar outro trinco, não tinha na Renault. Dica: A portaria do parque funciona até às 17 h, depois fica aberta, sem funcionários. Se entrar após este horário não tem cobrança de ingresso.
Mais um dia no Ushuaia, este usamos para conhecer a área marítima. Escolhemos um passeio de barco pelo Canal de Beagle no Catamarã Tolkei da Rumbo Sur, bem confortável, com área aberta e coberta e valor de 20 mil pesos argentinos o casal (desconto dado por um baiano- Neto-perdido aqui na patagônia). O percurso pelo canal dura 2h30min e passa por várias ilhas, nelas se avista cormoranes, albatrozes, leões marinhos e o imponente condor. Na ilha dos pássaros é possível descer e caminhar até um mirante.
Depois de chegar ao Farol “Os Iluministas” que sinaliza a entrada na Bahia de Ushuaia, o barco faz manobra e retorna. Curiosidade histórica: O canal tem este nome porque era o nome do navio britânico em que viajava Charles Darwin e dizem que foi quando passou por aqui que começou a e escrever seu famoso livro “A Origem das Espécies”. Dica: O tempo por aqui muda constantemente, então, prepare-se para tudo, inclusive durante este passeio.
No nosso último dia aproveitamos para organizar a partida, baixar mapas da próxima etapa da viagem, comprar o SOAPEX para entrar no Chile - pagamos R$119,00- , lembrancinhas, reposição do gás, fazer câmbio para pegar dólar e pesos chilenos. Nesta tentativa de câmbio conhecemos o aeroporto, que inclusive tem uma vista linda da cidade, vale uma volta por lá, com parada no letreiro do Ushuaia que fica no caminho. O Câmbio acabamos fazendo no centro, mais vantajoso. Este foi o dia mais frio da viagem. Ficou faltando experimentar a Centola, prato disputado por aqui. Elas ficam expostas vivas nas vitrines dos restaurantes, mais um motivo para nossa desistência, além de que não faz parte do nosso gosto alimentício. Dica: Em frente ao YPF da entrada da cidade tem o Gás Santini, no trevo, que repõe o gás no bujão brasileiro.
Hora da despedida, com gostinho de amei e queria mais, lá fomos nós. Seguimos em direção ao Estreito de Magalhães novamente, agora rumo ao Chile. No caminho fizemos uma parada em Thulum para almoçar e mais uma vez em Rio Grande para pernoitar. Saímos de Rio Grande às 9h no horário combinado com os parceiros, eles só apareceram na fronteira onde aguardávamos meio-dia. Putz! Sacanagem! Atravessamos a fronteira- “Complejo Fronterizo San Sebastán”, fazendo os trâmites nas aduanas da Argentina-saída e no Chile-entrada e lá se foi uma alface e um bacon fechado.
...continua na próxima página.












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