continuação, parte 5 - Patagônia andina - região Bariloche
5 - Patagônia Andina região Bariloche e dos 7 lagos na Argentina que engloba cidades como Esquel, El Boston, Bariloche, Villa La Angostura, São Martin de los Andes,
O resultado da estrada de ripio foi o cano da caixa d’água do motorhome do Wilson e o freio de mão do nosso avariados. Lá foi o José para o conserto quando chegamos no asfalto. Acabamos não parando em Trevelin e seguimos para o Parque Nacional Los Alerces. Ingresso 3.500 pesos argentinos por pessoa. Mais 1 mil pesos pelo estacionamento onde pernoitamos.
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| Pinhão Argentino |

O parque é extenso, cheio de visuais incríveis com lago, rios, bosques com árvores centenárias, estrada linda. Fizemos uma trilha no parque que leva até um porto à beira do lago em uma caminhada por dentro da mata. Dormimos estacionados ao lado do lago, um verdadeiro acampamento selvagem, sem luz, sem água, sem banheiro no meio do parque, amei. Uma curiosidade, a região é cheia de pinheiros parecidas com as araucárias do sul do Brasil. Fomos “catar” pinhão e, incrível! Tinha! Cozinhamos e comemos lá na beira do lago mesmo, acompanhado de pisco. Quase igual aos do sul do Brasil.
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| esquel |
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| Esquel |
Dali seguimos para Esquel, ainda na província de Chubut. Estacionamos ao lado do posto YPF, no centro por dois dias. Cobram uma taxa de estacionamento que pagamos sem dó, ótimo lugar. A noite fomos com os parceiros tomar cerveja e comer uma tábua de frios em um pub próximo, muito bom. Aproveitamos estar em uma cidade com opção de repor o gás do bujão e enchemos o nosso, o dos parceiros – que não encheram no Ushuaia estava mais cheio do que o nosso - Autoexplicativo hahaha. Depois de passar em três lugares procurando peça para comprar na Renault nos deram a dica de ouro para o vidro da branquela que travou. Tem uma pessoa que conserta, ótimo, lá fomos nós. O tempo chuvoso, vento e frio o que não permitiu explorar muito a cidade a pé.

Nossa próxima parada é El Boston. Depois de passar em dois campings acabamos encontrando o “Cabanas Mico” que está em fase de montagem, mas já com água, luz, descarte e um belo entorno de montanhas e a árvore típica da região, o álamo (3 mil pesos AR a diária para duas pessoas- promoção de início). A cidade é estilo hippie, muitas esculturas criativas, feitas de tronco de árvore, na praça. Bons restaurantes, feirinha, pena que o conceito dos motohomeiros por ali não é boa. Proibido ficar na praça porque “basura” deixam tudo sujo, nos dizem no posto de informações turísticas. Na mesma rua do Camping está Cabana Mico onde a família produz e comercializa doces feitos com frutas da região. Recomendo. Antes de partirmos fomos, com Wilson e Vera, provar um gotoso bife de choriso no centro da cidade.
Nos despedimos de El Boston descansados e organizados (muita roupa lavada e limpeza na casa feita no camping) e rumamos para uma das cidades argentinas preferidas dos brasileiros, o que rendeu até o apelido carinhoso de Brasiloche. No caminho mais um perrengue, a correia do alternador que vinha dando sinais arrebentou. Resultado, ficamos duas horas até que José e Wilson foram até um ponto com internet para assistir um vídeo mostrando como troca. Tínhamos uma de reserva e depois de muitas tentativas, parabéns |José, mais um conserto realizado com sucesso. Por nada o chamamos Mac Gyver. De consolo enquanto José fazia o trabalho eu e Vera colhemos muitas amoras. Colocamos a tampa do motor solta dentro do motorhome - cheia de graxa -, continuamos no caminho até Bariloche, que aliás é bem bonito, com uma paisagem de encher os olhos.
No centro informações turística nos orientaram que não é permitido estacionar no centro da cidade. Tem um local específico que indicaram, fica à beira do Lago Nahuel Huapi, no bairro Dina Huapi. É um estacionamento é público, deserto, a princípio nos sentimos inseguros, depois fomos percebendo que era mesmo ponto de referência, no terceiro dia já tinha mais três motorhome. Sem água ou luz, em compensação com um visual lindo, o solo é todo de pedrinhas redondas o que dá um charme todo especial (lembrou praia de Mirtos, na Grécia).
Foram quatro dias bem gotosos. Muita caminhada pelo centro, chocolate quente, comida boa, arquitetura bonita e muitos registros. Fizemos o passeio no teleférico do Cerro Campanário (2.500 mil pesos argentinos), recomendo, oferece uma vista da cidade incrível e até as Cordilheiras dos Andes. O Circuito Chico foi outra escolha que aprovamos. Tem um percurso de um pouco mais de 50 km, passando por cantinhos especiais: Cerro Campanário; trilhas na beira do lago – lago escondido e Bahia Blanca; Cervejaria Patagônia – pare e entre, por favor-; Mirantes com paisagens deslumbrantes.
Os finais de tarde foram momentos especiais, todos os dias fazíamos chimarrão ou cervejinha e nos sentávamos nas cadeiras para esperar o pôr do sol no lago Nahuel Huapi. Um espetáculo diário!
Duas dicas importantes para os viajantes: 1- A municipalidade oferece e controla o descarte de detritos. O viajante é cadastrado e recebe uma tarjeta de controle para fazer descarte a cada três dias, a um valor de 1.350 pesos argentinos. No local é possível abastecer de água e o viajante recebe de brinde um produto diluente. Apesar de ouvir reclamações nós aprovamos a medida. 2- Pouco antes de sair do asfalto principal para entrar no acesso ao bairro Dina Huapi tem um trailer que vende as melhores e mais baratas chipas da viagem. E um último registro: Tínhamos um certo ranço de Bariloche por seu histórico de point muito turístico, reforçado pela proibição de estacionar na cidade, já na chegada. Ao sair quatro dias depois nosso olhar mudou completamente, cidade linda, fácil deslocamento, tranquila e gostosa a nossa estadia.




Hora de partir e novamente pegar a Rota 40 rumo a Vila Augustura e a encantadora região dos sete lagos.
Depois de uma breve parada na cidade iniciamos o roteiro. Conseguimos passar em quase todos, faltando apenas um sairia do asfalto e é difícil dizer qual o mais bonito. Lago Correntoso, Lago Escondido, Lago Espelho, Lago Villarino, Lago Talke, Cascata Waliginanco, Lago Machonico.
Nosso almoço foi bifes com salada nas margens do Lago Escondido e antes do Lago Villarino, em um descampado a beira da estrada, tivemos o prazer de pernoitar. Eu e José novamente nos sentimos próximos do que amamos: estacionados no modo selvagem, rio ao lado, longe muvuca das cidades. Fizemos churrasco e ficamos de papo com Wilson olhando as estrelas. Antes, sentada na beira do rio, assisti ao pôr do sol. Havia vários equipamentos, barracas e percebemos ser um point de parada e acampamento dos aventureiros.
continua na próxima página





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