continuação, parte 6 - rota dos vulcões.
6- Rota dos Vulcões no Chile com Pucon, Vila Rica, Osorno, Frutilla, Puerto Varas, Colbún, Panguipuli
Seguimos pela Rota 40 até San Martin de Los Andes, onde fizemos uma parada para comer uma truta com legumes. Logo rodamos novamente até Junin de Los Andes para buscar informações sobre o Parque Nacional Lanín. No Centro de Informações turísticas recebemos a boa notícia! É possível dormir dentro do parque. Oba! Lá fomos nós, 50 km de asfalto, uma ponte de madeira semi interditada, mais 10 km de rípio e chegamos na base que fica em frente ao Vulcão Lanín. Sua beleza é acentuada pelo seu constante pico nevado. Que presente!
Compramos lenha do guardião e José fez uma fogueira no local autorizado. Sentamo-nos ao redor do fogo, comendo um assado e apreciando o céu, que borado de estrelas tornava visível o contorno do vulcão. A sinfonia das tirivas nas araucárias completavam o cenário e tornaram o acampamento especial, pena que Vera não nos acompanhou. O Parque tem uma área na Argentina outra no Chile que passa a se chamar Parque Vila Rica.
Acordar se sentindo aos pés do vulcão Lanin foi muito legal, tiramos belas fotos e continuamos pela mesma estrada em direção ao passo fronteiriço Mamuil Malal para mais uma vez ingressar no Chile. Foi a fronteira mais demorada até o momento, 3 horas na fila, trâmites feitos, cebolas perdidas e novamente atravessamos da AR para o CH. A parte boa era ter como cenário o vulcão ao lado. A estrada que passa a ser a Ch 199 também oferece lindas paisagem até Pucon.
A entrada em Pucon foi demorado, com um trânsito bem congestionado. Por sorte encontramos um casal de brasileiros que moram na cidade e deram a dica de estacionar ao lado do posto de informações turísticas, bem central, seguro.
Quase em frente está o grandioso Lago Villarrica com uma extensa área de lazer que ao final da tarde enche de pessoas fazendo piquenique, músicos, artistas, uma delícia. Meus finais de tarde foram ali, aproveitando aquela atmosfera boa. A cidade é bem bonita, com casas misturando pedra e madeiras, uma linda arquitetura.
Para ir até o vulcão Vila Rica optamos de contratar um carro 4x4 a partir do estacionamento próximo a estrada de acesso. Foi a melhor escolha, teria sido horrível e perigoso se tivéssemos tentado ir com a branquela. Fomos nós, Vera e Wilson com o guia, aliás um ótimo profissional, falou muito sobre as erupções, especialmente as de 1971 2015 que arrasaram parte da cidade, sobre as mudanças climáticas na região, as formações rochosas e o respeito dos povos Mapuche pelo vulcão. (passeio por 30 mil pesos chilenos). No alto há as ruínas de um antigo centro de esqui totalmente devastado na erupção de 71.
As estradas na região são especialmente bonitas, muita mata, árvores centenárias, comunidades rurais, água e a presença marcante do povo Mapuche, primeiros habitantes da região. Fizemos uma parada na cidade de Vila Rica, que está aos pés do vulcão Vila Rica, almoçamos, e seguimos contornando o lago. Em um dos vários mirantes existentes paramos para comtemplar o lago e o vulcão, ali os moradoras locais vendem seus produtos regionais em barracas, em um deles fui agraciada com a simpatia e carinho do povo mapuche. Compramos “churrasca” – espécie de bolacha assada na brasa, ali, na hora. De regalo me deram chá de “maqui” levaram para colher “Matico”, chá para refluxo, e para provar, doce feito de “murta”, além de um carinhoso abraço. Povo gentil!
O pernoite deste dia foi na comunidade de Panguipuli, estacionados a beira do lago do mesmo nome. A escolha por fazer este trajeto, contornando os lagos Calafquém e Panguipuli foi ótima, méritos do Wilson e suas pesquisas. Estradinhas asfaltadas lindas, cheia de álamos, lagos, rios, comunidades rurais. Amei.
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| Frutillar |
Na nossa proposta de fazer a rota dos vulcões o próximo será o vulcão Osorno. No caminho paramos em Frutillar, cidade de colonização alemã, ainda muito presente. Arquitetura, características físicas das pessoas, artesanato, pouca simpatia do povo, tudo típico. Visitei uma feirinha e o lindíssimo teatro da música clássica da cidade que fica na orla do belíssimo Lago Llanquihue. Era páscoa e a cidade no clima, cheia de turistas, nos sentimos em Nova Petrópolis - RS. Escolhemos não pernoitar e seguir.
Nossa próxima parada é Puerto Varas. Chegamos no final da tarde e tivemos dificuldade em encontrar um local de pernoite. Tentamos um Camping dentro da cidade só para ter local seguro para dormir, mas estava deserto, bem descuidado e pediram valor muito alto, não ficamos. Seguimos pela costaneira até seu final e demos de cara com uma rua sem saída, com uma área de descanso, e sem possibilidade de retornar pela mesma via – mão única. Tivemos que contornar o estacionamento cheio de placas “proibido estacionar” e subir um morro bem íngreme, com chuva e anoitecendo. Chegada nada acolhedora!
Paramos na rua mesmo, logo a frente, contando que o movimento de hotel de luxo ao lado e prédio movimentado do outro, nos deixariam seguros. Eu e José descemos caminhando pelo morro até os carros de food truck estacionados procurando algo para comer. Compramos pizza, comemos ali e levamos para os parceiros que ficaram no carro. Tudo certo, noite tranquila, sem problema.
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| Salto Petrohué |
Pela manhã pegamos a estrada que contorna o Lago Llanquihue até o lindíssimo Salto do Rio Petrohué, que foi totalmente afetado pela erupção do vulcão Osorno. O rio tem várias passarelas, cascatas, pontos de paradas e avistagem no seu leito. Como Wilson é geólogo tivemos uma bela aula sobre os efeitos da erupção ali. O acesso é todo por asfalto e super fácil de chegar. Ingresso equivalente e R$ 90,00 no câmbio da época. Recomendo!
Na sequência fomos fazendo paradas para apreciar a paisagem e “tentar” ver e fotografar o majestoso Vulcão Osorno, seria o melhor ponto de observação. O tempo não foi parceiro, uma neblina encobria o pico constantemente. Paramos para fazer almoço às 17 horas na comunidade Las Cascatas e decidimos ficar ali mesmo, para mais uma vez passar a noite na beira de um lindo lago, só nós, iluminados pelas estrelas. A comunidade é pequena, parece local de casas de férias, muitas fechadas. Eu e Vera caminhamos pelas ruas quase desertas explorando o lugar.
Ainda na mesma estrada região, depois de um gostoso café da manhã, continuamos pelas estradas rurais, desertas, envoltas por grandiosos álamos, para outro lago, o Ranco. O caminho é o espetáculo: gado, ovelhas, rios, lagos, muito verde e a vista do vulcão; basta ter olhos de ver. Almoçamos um delicioso salmão, servido em um PF, no acanhado quiosque a beira do lago. Wilson e Vera deram voltas procurando um restaurante que tinham boas referências, acabaram voltando e comendo conosco.
Hora de abandonar o interior e voltar para a Panamericana - rota 5, encerrando nosso inesquecível tour pelos vulcões chilenos. Depois de pernoitar no posto Copec da rota 5, próximos de La Paz, fomos rumo à Colbún, já na direção do próximo passo fronteiriço. Na pequena Colbún, fomos ver a enorme barragem, quase dentro da cidade. Achamos não seria local seguro para pernoitar e estacionamos no centro. Com a dica de um morador fomos os quatro em um restaurante bem conceituado, eles pediram um ceviche de frutos do mar e nós o salmão. Conheci um drink famosos chamado metielada - sabor de manga, bom e o fruto do mar chamado “louco” - parecido com camarão, não provei.
Mote de Huwsillos onde ?????
Nossa próxima aventura foi enfrentar a estrada que divide Chile da Argentina, no Passo Pehuenche e sim foi uma verdadeira aventura. Além de ser o “Paso Fronterizo” para atravessa a cordilheira dos Andes com menor altitude - 2.500 M, o visual é um espetáculo à parte.
A estrada é asfaltada, ainda assim, requer muito cuidado por conta de trechos com risco de deslizamentos, protegidos por redes colocadas no alto para segurar as pedras. A paisagem vai mudando, ora montanhas de areia, ora montanhas de pedras, ora vastos vales. Principalmente no lado argentino há pontos de paradas com mirantes que proporcionam visão incrível de uma hidrelétrica, rios, vales, montanhas e, se tiver a nossa sorte, o elegante voo de um condor.

Para os mais empolgados (Faltou parceria para acompanhar-me) tem algumas termas no trecho que parecem ser uma ótima para relaxar da tensão da estrada. As duas aduanas ficam bem distante uma da outra, 60 km, o que dá a sensação de viajar pela terra de ninguém. Sem problema, foi muito tranquila a viagem e a travessia, sem filas, e desta vez não perdi nada. Estou aprendendo. Sem dúvida foi a melhor travessia de fronteira entre os dois países Hermano desta viagem, e olha que foram mais de dez.

De volta Argentina a primeira cidade que paramos foi Malargue. Escolhemos ficar no Camping Municipal para reorganizar a casinha rodante. Muita roupa para lavar, limpeza para fazer, intercalados com passeios na cidade. O Camping é muito bom! Rodeado de álamos, com chuveiros, churrasqueiras, pontos de água, luz e descarte e com valor bem acessível. 1000 pesos a diária. Na cidade tem um planetário que é muito interessante, fiz a visita guiada - ocorre com hora marcada – na qual projetam um filme 3D do espaço, aula sobre relógios do tempo, museu das viagens espaciais, experiências sensoriais. Nossos, parceiros decidiram ficar um dia a mais, nós que temos data para retornar, seguimos na frente.
...continua na próxima página







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